segunda-feira, 31 de maio de 2021

 ATÉ QUANDO ESPERAR


    Estamos vivendo um cenário de guerra, um vírus que não conhecemos e nem estamos conseguindo decifrá-lo mas  na verdade o pior vírus somos nós mesmos, nossas inquietações e insatisfações, egoismo, nunca estamos satifeitos com nada, nunca está bom e com isso vamos nos tornando peças fundamentais nesta pandêmia.
        

    Estamos perdendo amigos, pessoas que nos são muito caras mas continuamos a desafiar o invisivel o imcompreensível e ao fazermos a colheitta reclamamos desta.


    Toda essa irresponsabilidade não vem de agora, vem de muito, desde antes de Cristo e ocorre desde a criação da sociedade e continuamos até hoje como aquelas épocas. Se verificarmos e fizermos uma comparação bem esdruchula temos que na época feudal os senhores cobravam pela utilização das terras ao seu redor, hoje você tem seu imóvel (será que é seu mesmo?), mas se não pagar o seu Imposto Territorial Urbano (IPTU), ele vai a leilão para quitar este imposto, você sabia que se você perfurar o solo de sua propriedade e encontrar petróleo você não terá direito a nada pois você não é dono do solo? Pois é meus amigos na verdade não somos donos de nada se não pagarmos por isso aos Srs. Feudais mas tudo isso ocorre por culpa de quem? Eu respondo, nossa mesmo, criamos esse monstro e não conseguimos doutrina-lo, domá-lo ou ao menos minimizarmos os danos que ele nos causa como já dizia Renato Russo, "a humanidade é desumana".


    Notemos o seguinte, onde existe possibilidade de exito financeiro la estará formada a sociedade pronta a nos escravizar e fazer com que fiquemos mais gananciosos por maiores ganhos não importando o que tenhamos que fazer ou arriscar para que possamos esta sempre no topo.


    Por que em todo o texto falo sempre em nós, porque sempre achamos que estamos fazendo nossa parte e também porque não acho correto a crítica a terceiros quando tambem tenho minhas falhas mas se aqui estou escrevendo é porque algum alerta me acendeu, porque todo esse problema que estamos passando está me mostrando algo em que devo melhorar e creio que muitas pessoas já notarm isso. A verdade é que chorar pelos entes queridos que se vão não basta, criticar apenas não basta, temos que entender que se não aprendermos desta vez, talvez não tenhamos outra para nos acertarmos, o caminho está ai a nossa frente, não só a população mas também o Planeta conta conosco para refazermos nossa senda, vamos colocar mais carinho, amor, paz em nossos corações e deixar o resto para traz e assim melhorarmos nossa qualidade de vida e deixarmos quem sabe um exemplo para que futuramente sejamos lembrados isso só depende de nós mas fica aqui a pergunta "ATÉ QUANDO ESPERAR".

Edson F. Domingues
Redator Freelancer.      

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Desenvolvimento Sustentável

O que é desenvolvimento sustentável?
É o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.
Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental.
Creio que a chave para o futuro de nosso planeta está no desenvolvimento sutentável, a idéia de suprirmos o planeta com o que retiramos dele é exatemente a de preservação deste.
É importante termos consciência de que tudo que utilizamos pode acabar, são recursos finitos e ao ponto de que se preservarmos podemos mudar este conceito. Nosso filhos e netos nos agradecerão por esta ação assim como todo o planeta, precisamos unir o útil ao agradável e esta é exatemente a figura do desenvolvimento sustentável, por tanto vamos refletir melhor nossos atos e procurar sempre aproveitar não só para preservarmos quando podermos mas também para educarmos nossos filhos com relação ao Desenvolvimento Sustentável.
"Pensemos sempre em salvar nosso planeta"
Por: Edson Domingues

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Meu Planeta: Qualidade do Ar

Meu Planeta: Qualidade do Ar

Qualidade do Ar

Os processos industriais e de geração de energia, os veículos automotores e as queimadas são, dentre as atividades antrópicas, as maiores causas da introdução de substâncias poluentes à atmosfera, muitas delas tóxicas à saúde humana e responsáveis por danos à flora e aos materiais.
A poluição atmosférica pode ser definida como qualquer forma de matéria ou energia com intensidade, concentração, tempo ou características que possam tornar o ar impróprio, nocivo ou ofensivo à saúde, inconveniente ao bem-estar público, danoso aos materiais, à fauna e à flora ou prejudicial à segurança, ao uso e gozo da propriedade e à qualidade de vida da comunidade.
De uma forma geral, a qualidade do ar é produto da interação de um complexo conjunto de fatores dentre os quais destacam-se a magnitude das emissões, a topografia e as condições meteorológicas da região, favoráveis ou não à dispersão dos poluentes.
Freqüentemente, os efeitos da má qualidade do ar não são tão visíveis comparados a outros fatores mais fáceis de serem identificados. Contudo, os estudos epidemiológicos tem demonstrado, de forma cada vez mais consistente, correlações entre a exposição aos poluentes atmosféricos e os efeitos de morbidade e mortalidade causadas por sintomas respiratórios (asma, bronquite, enfisema pulmonar e câncer de pulmão) e cardiovasculares, mesmo quando as concentrações dos poluentes na atmosfera não ultrapassam os padrões de qualidade do ar vigentes. As populações mais vulneráveis são as crianças, os idosos e as pessoas que já apresentam doenças respiratórias.
A poluição atmosférica traz sérios prejuízos não somente à saúde e à qualidade de vida das pessoas, mas também aos cofres públicos, uma vez que a exposição aos poluentes atmosféricos acarreta no aumento do número de atendimentos e internações hospitalares, e também do uso de medicamentos, custos esses que poderiam ser evitados com a melhoria da qualidade do ar das grandes cidades, e também daquelas que sofrem com a incidência de queimadas. A poluição de ar pode também afetar ainda a qualidade dos materiais (corrosão), do solo e das águas (chuvas ácidas) e afetar a visibilidade.

A gestão da qualidade do ar tem como objetivo garantir que o desenvolvimento sócio-econômico ocorra de forma sustentável e ambientalmente segura. Para tanto, se fazem necessárias ações de prevenção, combate e redução das emissões de poluentes e dos efeitos da degradação do ambiente atmosférico.
A Gerência de Qualidade do Ar, vinculada ao Departamento de Mudanças Climáticas, foi criada com o objetivo de formulas políticas e executar as ações de gestão necessárias, no âmbito do Governo Federal, à preservação e a melhoria da qualidade do ar.
Tem como atribuições formular políticas de apoio e fortalecimento institucional aos demais órgãos do SISNAMA, responsáveis pela execução das ações locais de gestão da qualidade do ar, que envolvem o licenciamento ambiental, o monitoramento da qualidade do ar, a elaboração de inventários de emissões locais, a definição de áreas prioritárias para o controle de emissões, as melhorias do transporte e da mobilidade urbana, o combate às queimadas, entre outras.
Cabe ainda à GQA propor, apoiar e avaliar tecnicamente estudos e projetos relacionados com a preservação e a melhoria da qualidade do ar, implementar programas e projetos na sua área de atuação, assistir tecnicamente aos órgãos colegiados de assuntos afeitos a essa temática (CONAMA e CONTRAN), elaborar pareceres e notas técnicas sobre os assuntos de sua competência.
A atuação da GQA inclui ainda ações para o apoio institucional aos demais órgãos do SISNAMA , para que implementem suas iniciativas locais de gestão. Entre os produtos recentes da Gerência destacam-se: o "Diagnóstico Institucional da Gestão da Qualidade do Ar no Brasil"(link p/ document, o "I Relatório Nacional da Qualidade do Ar "(link) e o "Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários".
Destacam-se ainda os programas para fontes específicas, tais como o PRONAR (link) o Proconve, o PROMOT (link) e o apoio aos Estados para a elaboração dos Planos de Controle da Poluição Veicular/PCPVs e dos Programas de Inspeção e Manutenção Veicular, conforme Resolução CONAMA no 418/2009.

Governo lança consulta pública de Plano de Produção e Consumo Sustentáveis

Divulgação
Foto Governo lança consulta pública de Plano de Produção e Consumo Sustentáveis
Um conjunto de ações articuladas, que prometem uma revolução nas relações de consumo no Brasil, está em consulta pública no site do MMA de 21 de setembro até 11 de novembro de 2010.

22/09/2010

Nos próximos três anos, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) vai trabalhar em conjunto com diversos atores para promover mudanças em nossos padrões de produção e consumo. Os atuais padrões logo não serão compatíveis com os limites físicos do planeta e o Brasil precisa estar preparado. Para isso, o MMA pretende mexer até nas prateleiras dos supermercados.

Um conjunto de ações articuladas que prometem uma revolução nas relações de consumo no Brasil entra em consulta pública no site do MMA de 21 de setembro até 11 de novembro de 2010. Em estrita consonância com novos marcos legais, como a Política Nacional de Resíduos Sólidos e as resoluções do Conama, o Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS) quer colocar na mesma mesa atores importantes do governo, do setor produtivo e da sociedade civil para mostrar que responsabilidade socioambiental dá lucro e ajuda a mover o país em direção ao desenvolvimento sustentável.

"Vamos convocar a sociedade! A ideia é sair da zona do conforto e agir imediatamente", avisa a secretária da Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Samyra Crespo, responsável também pela campanha Saco é um Saco, que já retirou dos supermercados 800 milhões de sacolas plásticas potencialmente nocivas ao meio ambiente. Como foi formulado, o Plano é um "guarda-chuva" de programas governamentais e ações do setor privado e da sociedade civil previstas e em curso, uma agenda positiva para mostrar os esforços que o governo e a sociedade estão fazendo. A ideia central do Plano é a articulação entre essas iniciativas, de maneira a fomentar a mudança para padrões mais sustentáveis de produção e consumo.

O novo plano está disponível para contribuições durante o período de consulta pública, que durará 45 dias, no site www.mma.gov.br/ppcs. "A vida das pessoas vai ser afetada diretamente, por isso pedimos que elas participem, por meio de suas organizações da sociedade civil, empresas e órgãos públicos", solicita Samyra. As sugestões serão analisadas pelo Comitê Gestor do Plano e podem fazer parte do documento final, que estará pronto ainda este ano. O Plano pretende que o consumo consciente deixe de ser visto como "alternativo" e passe de segmento de mercado à regra geral.

Com seis prioridades selecionadas para o primeiro ciclo, previsão de prazos e sob constante acompanhamento, o plano está previsto para ser implementado em três anos (2011-2013). As prioridades inicialmente selecionadas são: educação para o consumo sustentável, construções sustentáveis, agenda ambiental na administração pública (A3P), varejo e consumo sustentáveis, compras públicas sustentáveis e aumento da reciclagem de resíduos sólidos.

O PPCS é fruto da constatação de que o consumidor brasileiro está cada vez mais atento à questão da sustentabilidade. Pesquisas de diversos institutos revelam que, se pudesse escolher, considerando preço e qualidade, o brasileiro preferiria produtos que não agridem o meio ambiente. Samyra reconhece as dificuldades em estabelecer novos padrões de produção e consumo, mas acredita que com informações suficientes e produtos chegando às prateleiras dos supermercados a preços acessíveis e com responsabilidade ambiental comprovada, as mudanças podem começar no curto prazo.

É esta a análise que faz com que a espinha dorsal do Plano seja a articulação entre os diversos setores da sociedade brasileira para ampliar o mercado de produtos sustentáveis e promover a mudança de hábitos de consumo.

Serviço:
Consulta Pública do Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis: www.mma.gov.br/ppcs
Endereço eletrônico institucional: ppcs@mma.gov.br


ASCOM

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Junho - mês vital para avanços rumo a um futuro de baixo carbono

Que marcas você quer deixar no planeta? Calcule sua Pegada Ecológica.

Junho - mês vital para avanços rumo a um futuro de baixo carbono

31 Maio 2010 Bookmark and Share
Vista aérea de floresta alagada entre o Rio Amazonas e o Rio Negro no Amazonas, durante o período chuvoso.

© Michel Roggo / WWF-Canon

"Estamos muito próximos de um acordo para zerar a destruição de florestas e que permita nos preparar para lidar com um clima em transformação por meio de estratégias de adaptação", diz Gutmann.

Bonn, Alemanha, 31 de maio - Este mês de junho será importante para dar novo impulso aos esforços globais em prol de um futuro de baixo carbono e com segurança climática, declara a Rede WWF.

As negociações sobre clima na esfera da ONU, que começam hoje em Bonn, e as Cúpulas do G8 e G20 na última semana deste mês, poderão estimular significativamente uma série de avanços que são essenciais para conseguir o tão almejado acordo global sobre clima e acelerar a conquista de um futuro de baixas emissões de carbono.

"O mês de junho pode marcar a virada nas políticas sobre clima depois de um período de confusão e exames de consciência que se seguiu à conferência de Copenhague" afirmou Kathrin Gutmann, Coordenadora de Políticas da Iniciativa Global de Clima da Rede WWF.

"A Conferência de Copenhague não produziu o tratado ambicioso de que o mundo precisa. No entanto, o diálogo sobre alguns dos elementos críticos do pacote de negociação nos colocou muito próximos de um acordo adequado.Neste sentido, o reinício das negociações em Bonn precisa ser a retomada do caminho para avanços concretos até a COP16 em Cancún, México, ao final do ano", acrescentou.

A Rede WWF considera que os negociadores em Bonn poderão avançar e praticamente concluir alguns dos debates mais importantes, como a proteção das florestas via mecanismos de apoio à redução de emissões de desmatamento e degradação florestal (a agenda REDD+) e sobre o financiamento para atividades que visam a resiliência climática e o desenvolvimento de baixo carbono nos países em desenvolvimento.

"Estamos muito próximos de um acordo para zerar a destruição de florestas e que permita nos preparar para lidar com um clima em transformação por meio de estratégias de adaptação", diz Gutmann.

"Se conseguirmos avançar com essas questões nas negociações em Cancún em Dezembro, o mundo estará numa posição muito boa para inserir esses elementos-chave nos termos de um acordo global a ser firmado na cúpula seguinte, na África do Sul em 2011. Esta é uma data importante, já que o fim do primeiro período de compromisso do Protocolo de Kyoto é 2012 e as decisões sobre novas metas precisam ocorrer antes deste prazo."

O WWF recomenda também uma abordagem passo a passo para acabar com a enorme discrepância (gigatonne gap) entre as reduções de emissões que os países signatários do Tratado de Copenhague se comprometeram a praticar e os níveis que são efetivamente necessários para garantir um futuro com resiliência climática.

"Os países só vão superar o desafio dos 'gigatonnes' se eles acelerarem a transformação das economias para operarem com baixas emissões de carbono, fecharem as brechas que enfraquecem seus Planos de Ação Nacionais e trabalharem unidos para estender os efeitos dos seus esforços de transformação, incluindo fontes de poluição adicionais que não foram regulamentadas até o momento", declara Gutmann.

A 'festa' no México para dissipar as tristezas deixadas pela conferência de Copenhague vai depender muito de financiamento para as ações relacionadas ao clima. Neste sentido, as cúpulas do G8 e G20 no Canadá, ao final do mês de junho, terão máxima relevância.

Os chefes de Estado terão a incumbência de identificar novas fontes de financiamento, como impostos sobre transações financeiras ou taxas sobre as emissões produzidas por diferentes setores não regulados até hoje, como o transporte marítimo e a aviação. Além disso, precisam também discutir a transferência dos fundos que subsidiam combustíveis fósseis altamente poluentes para novas e inovadores tecnologias energéticas. Dessa forma estarão alinhando suas agendas econômicas e ambientais e impulsionando os avanços rumo um futuro de baixo carbono.

"Aproveitar as reuniões do G8 e o G20 para mobilizar fundos para financiar desenvolvimento limpo e utilizando as discussões em Bonn para definir os blocos de consenso que servirão para a construção de um acordo global sobre o clima, poderá restaurar à comunidade internacional, um ambiente de confiança que se perdeu durante o desastre na Dinamarca em dezembro do ano passado", opina Gutmann.

Ao Brasil, cabe uma lição de casa importante. Os avanços observados no ano de 2009, com a definição de metas e aprovação de legislação que estabelece a Política Nacional de Clima e o Fundo Clima precisam sair do papel. "As ações do governo no âmbito interno precisam estar alinhadas, embasar e ajudar a orientar a nossa política externa sobre mudanças do clima", afirma Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil. "Aguardamos a divulgação dos dados do segundo inventário nacional de emissões de gases de efeito estufa, anunciados pelo Governo para os últimos meses de 2010. Estas informações devem orientar a definição de planos de ação setoriais para redução de emissões de gases de efeito estufa. Cabe, então, ao Governo Federal estabelecer um amplo diálogo com a sociedade, com engajamento adequado de todos os setores. Desta forma, podemos de fato estabelecer compromissos do país, não só de Governo, com nossas metas de redução de emissões e com uma economia baseada cada vez mais em baixas emissões de carbono", concluiu Hamú.

WWF Brasil - Junho - mês vital para avanços rumo a um futuro de baixo carbono

WWF Brasil - Junho - mês vital para avanços rumo a um futuro de baixo carbono

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Reciclagem de óleo ainda é insuficiente

Reciclagem de óleo ainda é insuficiente
Estado do Rio tem programa pioneiro para receber óleo de cozinha usado e transformá-lo em biodiesel, mas as iniciativas de condomínios e empresas ainda são isoladas
Rio - Anualmente, são despejados 4 milhões de litros de óleo nas águas marinhas e dos rios, segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. O resultado disso é que somente um litro é capaz de contaminar aproximadamente 1 milhão de litros de água. Contraditoriamente, muitas casas, condomínios e empresas não contam com um serviço de recolhimento de óleo utilizado para reaproveitamento.

Segundo o professor do Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Alexandre D'Avignon, a decomposição do óleo de cozinha emite metano na atmosfera. O metano é um dos principais gases que causam o efeito estufa, o que contribui para o aquecimento global. O óleo de cozinha que muitas vezes vai para o ralo chega ao oceano pelas redes de esgoto, passa por reações químicas e gera o metano. “Você tem a decomposição e a geração de metano, através de uma ação anaeróbica (sem ar) de bactérias”.

No Brasil, programas de descarte ainda são muito isolados, tocados por instituições que decidem agir de forma sustentável. Situação estranha, para um país que é campeão na reciclagem de latinhas de alumínio, com taxa de 96%. O professor acredita que uma boa forma de combater o descarte inadequado é conferir valor de compra do óleo recolhido por catadores, com a finalidade de produzir biodiesel.

No Rio, já há um projeto que trabalha em larga escala. O Programa de Reaproveitamento de Óleos Vegetais do Rio de Janeiro (Prove), iniciativa da Secretaria de Meio Ambiente em parceria com a Usina de Manguinhos, já existe e precisa se expandir. Também participam do Prove a Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares, a Federação das Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis (Febracom), o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) e a Ricamare (Rede Independente de Catadores de Materiais Recicláveis do Estado Rio de Janeiro).

O objetivo é aumentar o reaproveitamento do óleo vegetal residual na produção de biodiesel, evitando, assim, o desperdício. O óleo de cozinha, jogado diretamente na rede de esgoto, é altamente nocivo. Polui rios, baías e oceano — o que prejudica o equilíbrio dos ecossistemas — e ainda bloqueia as tubulações e aumenta o custo da manutenção.

Diretor da Cooperativa, Gilmar Henrique Alves de Oliveira explica que, para fazer a doação, interessados podem procurar as cooperativas (telefones 2598-9242 e 3905-6625). “Instalamos galões nos condomínios e prédios e recolhemos semanalmente ou de 15 em 15 dias, de acordo com o volume”, informa o cooperado.

Fonte Jornal O Dia

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Dia Mundial do Meio Ambiente: futuro sustentável só depende de você

Dia Mundial do Meio Ambiente: futuro sustentável só depende de você
Diogo Dantas

Rio – Mudanças climáticas drásticas, furacões, tempestades, ondas gigantes, ondas de calor insuportáveis, poluição acima do que nossos pulmões podem agüentar, doenças respiratórias, fome por má distribuição de alimentos e concentração de renda. Tudo isso é culpa de quem? Dos políticos corruptos, que só querem saber de lucrar com o dinheiro público, diriam os mais ferrenhos defensores do bom senso e das posturas corretas. Mas não é bem por aí.
Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, vale lembrar mais uma vez que é em cada atitude individual que mora a semente do comportamento coletivo. E pensar no meio ambiente como parte da natureza a qual nós, seres humanos, pertencemos, é tarefa para cada um. De acordo com a consultora do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, Maluh Berciotte, vivemos em um estado de “normose”, no qual aguardamos que a solução parta dos outros, sem nos preocuparmos em fazer nossa parte.
“A questão do lixo é básica. No mercado tem uma embalagem de isopor, um saco plástico para cada produto, mas a gente percebe que aquilo não tem valor. A insustentabilidade está em cada ponto. Com o lixo, é uma relação mágica. Ele desaparece da nossa porta e vai direto para o aterro sanitário”, afirmou Maluh, em entrevista ao Dia Online.
Todos os nossos resíduos acabam assumindo o papel de objetos invisíveis. Usamos e jogamos fora, mas não nos vêm à cabeça onde tudo aquilo vai parar. Maluh Barciotte avalia que essa maneira de enxergar a relação com o meio ambiente está mudando aos poucos. Segundo ela, o modo como recebemos a notícia que que nossa relação com o meio ambiente está insustentável é o mesmo quando recebemos a notícia de uma doença.
“O médico dá a notícia ruim e a primeira reação da pessoa é negar. Depois ela se irrita, briga, argumenta o contrário. Só assim ela entende e tenta se recuperar. Nós estamos passando para a fase do entendimento. Mas muita gente nega e alguns ainda estão brigando”, avalia.
A diretriz
Embora exista uma corrente formada principalmente por ambientalistas, um novo paradigma que inclua a variável ambiental em todos as relações sociais só será possível se houver uma relativização da sociedade capitalista, explica a consultora do Akatu. Segundo Maluh Barciotte, deve-se pensar a agenda econômica em paralelo com a agenda ambiental.
“ Enquanto a agenda econômica for a diretriz básica, vamos ficar em decisões paleativas e demagógicas. Mas se a gente pensar como uma empresa, vamos notar que as empresas acabam sendo mais ágeis que os países. Porque elas têm visão de equilíbrio. Os recursos devem ser sustentáveis, ela não pode estar bem só por dois anos. Nossa visão é a curto prazo e para um grupo pequeno. Então ela é falsa”.
Modelo de civilização e consumo
Os povos indígenas tomavam suas decisões pensando em sete gerações para frente e também em seus antepassados. E sua relação com a natureza era harmônica. A sociedade de consumo em que vivemos trabalha sempre com a renovação e torna obsoletos os produtos que nos servem para que o consumo não pare. Até certo ponto isso eleva o padrão de conforto e qualidade de vida das pessoas. Mas até agora, o que se vê é um modelo de desenvolvimento que cria desigualdades. Na opinião da consultora Maluh Barciotte, essa cultura está doente.
“Com isso o ser humano foi ficando acomodado. Aí você vai de carro para a academia. Acha que lixo em excesso é normal e pensa em separar para reciclar, em que de evitar que ele exista, reutilizar. A reciclagem não salva o planeta, o melhor é não gerar os resíduos. Como o ser humano é ligado ao conforto e ao comodismo, é bom esses choques de realidade”.
Hábitos de conforto costumeiros em ambientes de classe média e alta acabam tomando feições de status, ao passo que traduzem a falta de consciência para uma cultura de desperdício. “Tem gente que adora ligar o ar condicionado no máximo para dormir de edredom., ou há quem diga que quanto mais gelado mais chique o ambiente. Nos automóveis, quanto maior o carro, mais espaço ele vai ocupar para carregar alguém de 70kg, isso é mais desvantajoso, gasta mais combustível e polui mais. Então a gente tinha que caminhar na direção de carros mais sustentáveis , menores , com menor uso de energia”, afirma Maluh.
Note que nada que você fizer pensando em vantagem própria vai dar totalmente certo. Como dizia o matemático americano John Nash, em sua Teoria dos Jogos, se todos quiserem tirar vantagem de alguma situação, todos sairão perdendo. Então mova-se pensando no outro, que alguém estará pensando em você.

Retirao do Jornal O Dia : http://odia.terra.com.br/ciencia/htm/geral_102622.asp

domingo, 18 de novembro de 2007

Qual o futuro do clima do planeta?

Resumo dos principais pontos do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática, realizado em Valência, na Espanha, revela que algumas perdas ao meio ambiente são irreversíveis

Valência, Espanha (AFP) - Abaixo estão as principais conclusões do quarto informe do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática (IPCC), destinado aos dirigentes do mundo e que fala em perdas irreversíveis ao meio ambiente. Entre alguns exemplos, estão o derretimento do gelo nas calotas polares, a desertificação rápida de zonas atualmente ocupadas por florestas e o aumento em grandes percentuais do efeito estufa.
A desertificação da Amazônia e o resfriamento da Europa são algumas das alterações possíveis citadas pelo relatório que também prevê a ocorrência de eventos repentinos - como ondas de extinção. O novo documento foi divulgado oficialmente adotado neste sábado, em Valência, na Espanha.
Os especialistas do IPCC, patrocinados pela ONU, pedem mais eficiência no uso da energia em prédios, casas, nos automóveis, defendendo as variedades técnicas solar ou nuclear, consideradas mais limpas. E elaboraram uma síntese de vinte páginas que servirá de referência para os próximos anos em termos de mudança climática, a poucas semanas para a conferência que será realizada em Bali, na Indonésia.

AVALIAÇÃO CIENTÍFICA:
- A mudança climática é "irreversível" e as emissões de gases de efeito estufa provocadas pelas atividades humanas (principalmente pelo gás, o carvão e o petróleo) são responsáveis (em 90%) pelo aumento das temperaturas nos últimos 100 anos (+0,74º C). O CO@ lançado até agora pelas atividades humanas permanecerá ainda por muitos anos na atmosfera, com efeitos para o clima global.
- A temperatura mundial deve aumentar entre 1,1 e 6,4°C em relação a 1980-1999 até 2100, com um valor médio mais seguramente compreendido entre 1,8 e 4°C. O aquecimento será mais importante nos continentes e nas latitudes mais elevadas.
- O nível dos oceanos poderá, segundo as previsões, subir de 0,18 m a 0,59 m no final do século em relação ao período 1980-1999.
- Os calores extremos, ondas de calor e fortes chuvas continuarão sendo mais freqüentes e os ciclones tropicais, tufões e furacões, mais intensos.
- As chuvas serão mais intensas nas latitudes mais elevadas, mas diminuirão na maioria das regiões emersas subtropicais.
- O aumento da temperatura foi duas vezes mais importante no Pólo Norte do que na média mundial nos últimos 100 anos, provocando o derretimento acelerado da camada de gelo.

PRINCIPAIS IMPACTOS:
- "A mudança climática antropogênico (de origem humana) e suas conseqüêbcuas podem ser repentinas ou irreversíveis".
- Inúmeros sistemas naturais já estão afetados e os mais ameaçados são a tunda, as florestas setentrionais, as montanhas, os ecossistemas mediterrâneos e as regiões costeiras.
- Até 2050, a disponibilidade de água deve aumentar nas latitudes elevadas e em certas regiões tropicais úmidas, mas a seque deve se intensificar nas regiões já afetadas.
- 20 a 30% das espécies vegetais e animais estarão ameaçadas de extinção se a temperatura mundial aumentar de 1,5 a 2,5°C em relação a 1990.
- A produção agrícola deve aumentar levemente nas regiões de médias e altas latitudes (frias) se o aumento da temperatura se limitar a menos de 3°C, mas poderá diminuir se ultrapassar esse limite. Nas regiões secas e tropicais diminuirão tão logo ocorra um aumento local das temperaturas de 1 a 2°C.
- A saúde de milhões de pessoas se verá sem dúvida afetada pela desnutrição, a morte e as enfermidades vinculadas às ondas de calor, inundações, secas, tempestades e incêndios.
- Nas regiões polares serão reduzidos as geleiras e os bancos de gelo. No polo norte, o banco de gelo poderá desaparecer antes do final do século XXI.
- O aumento do nível do mar ameaçará as pequenas ilhas.
- Na Europa, as inundações, a diminuição da camada de neve e as ondas de calor colocarão em perigo inúmeras atividades econômicas.

ADAPTAÇÃO E POSSÍVEIS SOLUÇÕES:
- De 1970 a 2004, a emissões de gases de efeito estufa, responsáveis pela mudança climática, aumentaram 70% e, inclusive, 80% no caso do dióxido de carbono (CO2), o mais importante deles.
- Todos os setores econômicos estão envolvidos na redução dessas emissões até 2030.
- As medidas suscetíveis de limitar o aquecimento climático entre +2ºC e +2,5ºC, até 2100 em relação a 1990, terão um impacto inferior em menos dos 3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2030.
- As energias renováveis terão um papel cada vez mais importante depois de 2030, assim como as reservas de CO2. A atividade nuclear também desempenhará um papel crescente.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Pense várias vezes antes de jogar fora

Resíduos que normalmente vão para o lixo são fontes de energia baratas e menos poluentes
Diogo Dantas
Rio - Responda rápido: o que você faz com o óleo usado para fritar aquele ovo delicioso? Se você lembrou que descarta na pia o resíduo utilizado pode se considerar um grande colaborador dos problemas com o meio ambiente e até das mudanças climáticas em curso. O óleo de cozinha e outros dejetos que aparentemente não teriam nenhuma forma de reutilização podem ser utilizados como fontes de energia na criação do biodiesel.
De acordo com Vinícius Fagundes, pesquisador da Coope, outros rejeitos além do óleo de cozinha podem servir de matéria-prima para produzir o combustível. "Óleo de peixe, Gordura de galinha, gordura de esgoto, grassa suína, sebo bovino e qualquer outro material poluidor que teria como destino o aterro sanitário pode ser utilizado", enumera.
O pesquisador lembra que ao descartar o óleo de cozinha na pia de casa, a tubulação é entupida porque a substância ao esfriar se une a outros contaminantes e engrossa. Fagundes alerta que caso a quantidade de eliminação seja muito alta em determinada rua, o óleo pode entupir a rede pública de esgoto. “Com isso as bombas de esgoto têm que fazer mais força, e o bueiro acaba vazando".
Quem nunca viu a rua alagada sem uma gota de chuva caindo. Pois é. A consciência de acumular o produto não dá o menor trabalho. Basta juntar o resíduo após usá-lo na cozinha em uma garrafa PET. Depois de encher algumas, é só ligar para alguma cooperativa que recolha o óleo(Veja o serviço ao final do texto). Ou pode vender o que acumular em casa para uma distribuidora que mistura o diesel com o biodiesel. O litro está custando cerca de R$ 0,60.
Vantagem econômica
Ainda há outra vantagem em fabricar o biodiesel a partir das substâncias mais repugnantes a um primeiro olhar. O combustível possui características lubrificantes, polui menos, já que não leva ácido sulfúrico, e não contribui para agravar o efeito estufa e o aumento da temperatura do planeta. A decomposição do óleo de cozinha emite metano na atmosfera, um dos principais gases que causam o efeito estufa. O óleo muitas vezes vai para o ralo da pia e acaba chegando no oceano pelas redes de esgoto. " Se for criado mercado para isso, vai haver mais incentivo", reforça Vinícius Fagundes.
Um engenheiro panamenho afirmou nesta sexta-feira que utilizou sem problemas o biodiesel criado a partir de óleo de cozinha. Com 75% de óleo usado e 25% de diesel para encher o tanque de sua caminhonete, o mecânico do engenheiro avaliou que o veículo funciona sem problema. O combustível alternativo pode ser usado em qualquer medida junto ao diesel feito a partir de petróleo. Mas o governo regulamenta o uso obrigatório de 2% de biodiesel misturado ao diesel comum.
Segundo o pesquisador da Coope, o Brasil tem a capacidade de produzir 700 bilhões de litros de biodiesel por ano, quase equivalente ao consumo mundial. " O único problema é monopolizar essa produção, para não gerar conflitos e disputas políticas como acontece no oriente Médio com o petróleo". ressalta.
Consumidor consciente deve pensar prevenção
A consultora do instituto Akatu para o Consumo Consciente, Maluh Barciotte, enfatiza que, ao consumir, não notamos o que foi explorado como matéria -prima de determinado produto, por isso é necessária uma consciência que dê mais valor á
prevenção.
"Historicamente a mudança foi muito rápida. Em 1960, toda a população humana, que era uns 3 bilhões de pessoas, consumia 50 % da capacidade de regeneração dos recursos da Terra. De lá para cá, hoje a gente consome 30% a mais que a capacidade de regeneração do planeta. Seriam necessários mais três planetas se todos consumissem como os americanos", alerta.
A
especialista diz que para que a nossa relação com o meio ambiente se modifique, é necessário pensar sempre na prevenção, e usa o exemplo do plano de saúde para explicar como deve-se fazer. " Eu não posso pagar um plano de saúde esperando um câncer aos 40 anos. Tenho que prevenir, me alimentar bem, fazer exercícios".
Para que haja essa consciência, Maluh destaca o papel das escolas, que, segundo ela, estão deixando a desejar. "Nós apreendemos através da prática, e as escolas ainda se baseiam na palavra para ensinar as coisas. Falamos de poupar a água e a criança vê um monte de pia vazando. Fala-se de boa alimentação e as cantinas vendem grandes porcarias. Então temos que olhar as causas, não ficar fazendo demagogia".
Quiosques coletarão óleo de cozinha para reciclagem
Na última sexta-feira, dia primeiro, os quiosques do Leme e de Copacabana passaram a coletar o óleo utilizado em frituras e cozimentos, proveniente do preparo de alimentos para os freqüentadores. A coleta será realizada uma vez por semana e os quiosqueiros receberão R$0,50 por cada litro do material. Para realizar o trabalho, a concessionária Orla Rio firmou uma parceria com a empresa M.B.R. Comércio de Materiais Recicláveis, que está distribuindo tonéis com capacidade de 50 litros para cada unidade.
“A expectativa é que em 15 dias todos os 309 quiosques da orla estejam com os tonéis e que sejam recolhidos, inicialmente, entre 5 e 10 mil litros de óleo por mês. Toda a produção será destinada à fabricação de sabão”, afirmou João Marcello Barreto, vice presidente da Orla Rio.
Uma frota de 30 veículos fará o recolhimento do óleo. A M.B.R. Comércio de Materiais Recicláveis conta com o apoio de cerca de 85 funcionários e possui uma central em Caxias, onde o óleo recolhido passa por um processo de decantação para, depois, ser vendido na forma de sabão. Por mês, são recolhidos, em média, 450 mil litros de resíduos pela M.B.R.
“É importante que o quiosqueiro tenha alguns cuidados, como não despejar o óleo quente nos recipientes plásticos, e evitar que elementos sólidos sejam descartados junto ao óleo”, alertou o diretor da empresa, Maurício Braga Rocha.
Receita para fazer sabão a partir do óleo de cozinha
Material
5 litros de óleo de cozinha usado
2 litros de água 200 ml de amaciante
1 kg de soda cáustica em escama
Preparo
Coloque a soda em escamas no fundo de um balde cuidadosamente
Coloque, com cuidado, a água fervendo
Mexa até diluir todas as escamas da soda
Adicione o óleo e mexa
Adicione o amaciante e mexa novamente
Jogue a mistura numa fôrma e espere secar
Corte o sabão em barras
ATENÇÃO:
A soda cáustica pode causar queimaduras na pele. O ideal é usar luvas e utensílios de madeira ou plástico para preparar a mistura.
Disque Óleo: (21) 22603326 ou 78279446.
contato@disqueoleo.com.br

Rússia tenta evitar desastre ambiental depois de vazamento de combustível de navio

Rússia - A mancha de combustível que vazou neste domingo do navio petroleiro Volga-Neft atingiu nesta segunda-feira a costa russa no estreito de Kerch, que separa o Mar Negro e o Mar de Azov, informaram as autoridades portuárias russas. As autoridades locais mobilizaram cerca de cem pessoas para participar das tarefas de limpeza do combustível que vazou, estimado em 1,2 mil t.

O subdiretor do Serviço Federal de Proteção da Natureza da Rússia, Oleg Mitvol, afirmou no domingo que "as tarefas para restabelecer o estado ecológico do estreito levarão meses".

O navio Volga-Neft se partiu em dois na madrugada de domingo perto do porto russo Kavkaz, no estreito de Kerch. Os 13 tripulantes do petroleiro sobreviveram ao acidente e foram resgatados horas depois.

No domingo, ventos de até 100 km/h e ondas de cinco metros transformaram o porto em uma zona de catástrofe. Cinco embarcações naufragaram e quase vinte marinheiros estão desaparecidos.

Segundo o Ministério de Situações de Emergência da Rússia, as equipes de resgate encontraram perto da península russa de Tuzla os corpos de três tripulantes do navio Najichevan, que transportava enxofre. Vários helicópteros e 20 navios de salvamento buscam outros cinco tripulantes do navio e das outras embarcações que naufragaram na região.

As informações são da EFE

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Monitoramento de emissões de gases

Começa hoje o programa de monitoramento de emissões de gases da frota de carros em circulação em São Paulo.
O prefeito Gilberto Kassab dá inicio a ação em cerimônia esta manhã, no Estádio do Pacaembu, na capital. Estima-se que, em 12 meses, sejam feitas mais de 750 mil leituras, o que resulta em 480 mil ou mais identificações válidas.
O equipamento de sensoriamento remoto, que ficará em cada endereço escolhido por período de uma semana, está regulado para ler emissões de veículos movidos a álcool, gasolina e gás. A medição é efetuada com os carros em movimento, sem obstáculos. O sensoriamento será realizado em 52 pontos do município.
Os dados obtidos darão panorama das condições da frota por tipo de veículo, ano de fabricação, modelo e outros fatores, e poderão ser utilizados para o desenvolvimento de ações de educação ambiental. O sistema também capta e digitaliza imagens do veículo e de sua chapa, bem como velocidade e aceleração. As informações são usadas para validar o teste e identificar veículos poluidores, automóveis que rodam irregularmente e, no futuro, ajudará a monitorar a eficiência da Inspeção Veicular Ambiental de São Paulo.
A ESP (Environmental Systems Products), responsável pela tecnologia Remote Sensing, tem experiência comprovada nos Estados Unidos e em países como Áustria, Canadá, México, Hungria, Coréia, Suécia, Suíça, Taiwan e Tailândia. Atualmente, são realizadas anualmente 16 milhões de inspeções por meio dessa tecnologia. Durante os últimos 25 anos, a ESP tem concentrado recursos na indústria de inspeção/manutenção deste tipo de programa. É também a pioneira na indústria de testes de segurança veicular.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Cientistas propõem abandonar Kioto e voltar a investir em pesquisa

Cientistas propõem abandonar Kioto e voltar a investir em pesquisa

(Embargada até as 15h de Brasília) Londres, 24 out (EFE).- Dois analistas britânicos afirmam hoje que é hora de esquecer o Protocolo de Kioto, que "fracassou como instrumento para reduzir as emissões" de CO2, e pensar em fortes investimentos públicos no desenvolvimento de tecnologias limpas.
Em um artigo na revista "Nature", Gwyn Prins, da London School of Economics, e Steve Rayner, do Instituto James Martin, de Oxford, defendem, entre outras coisas, aumentar o orçamento público de países ricos destinado a pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias que permitam maiores economias energéticas.
"Parece razoável esperar que as principais economias do mundo dediquem tanto dinheiro a esse desafio quanto gastam atualmente em pesquisa militar: no caso dos Estados Unidos, cerca de US$ 80 bilhões ao ano", afirmam os dois cientistas.
Nesse sentido, eles afirmam que, enquanto a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) prevê a duplicação da demanda mundial de energia em relação à atual dentro de 25 anos, desde 1980 houve uma redução de 40% dos orçamentos públicos destinados a pesquisa e desenvolvimento nesse campo no mundo todo.
Segundo Prins e Rayner, o setor de pesquisa e desenvolvimento é uma causa que convém a todo o espectro político: em 1992, o então candidato à Vice-Presidência dos Estados Unidos Al Gore propôs uma "iniciativa ambiental estratégica como parte de sua visão de um plano Marshall global".
O conservador American Entreprise Institute, de Washington, também apóia a pesquisa básica sobre tecnologias limpas.
Em seu comentário, os especialistas analisam o que classificaram de fracasso de Kioto e dizem que o tratado foi construído exatamente como três outros anteriores relativos à destruição da camada de ozônio na estratosfera, à chuva ácida devido às emissões sulfurosas e à redução dos arsenais nucleares.
Os artífices do Protocolo de Kioto pensaram que "a melhor maneira de atacar a mudança climática seria controlar as emissões globais, ou seja, tratando as toneladas de dióxido de carbono como se fossem armas nucleares que deveriam ser reduzidas estabelecendo metas e calendários mutuamente verificáveis".
Esse enfoque funcionou nos outros três casos porque, embora fossem problemas difíceis, "eram relativamente simples em comparação com a mudança climática", dizem Prins e Rayner, segundo os quais o tratado depende da "criação de um mercado global de CO2 pelo qual os países podem comprar e vender as emissões atribuídas".
"Sem um aumento significativo dos programas de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias limpas financiados com fundos públicos e mudanças nas políticas de inovação (tecnológica), haverá muito tempo antes de a inovação responder" a esse estímulo.
Se a mudança climática é uma ameaça grave para o futuro do planeta, é hora de "interromper o ciclo", dizem os dois analistas.
Os especialistas denunciam ainda que o Protocolo de Kioto tem várias lacunas que permitiram que muitos "se beneficiassem com o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo praticamente sem atingir o nível de emissões" e criticam a idéia central do tratado, de que a redução das emissões é um problema que exige o consenso entre mais de 170 países.
"Alinhar todos os países do mundo pode soar idealista - contra uma ameaça comum é preciso dar uma resposta universal -, mas quanto mais partes houver em uma negociação mais baixo é o denominador comum para se chegar a um acordo, o que ocorreu em Kioto", dizem.
Deve-se reconhecer, segundo eles, que menos de 20 países são responsáveis por aproximadamente 80% das emissões de carbono do mundo, e, enquanto a política de redução de emissões está em suas primeiras fases, "os outros 150 países são apenas um obstáculo", afirmam. EFE jr ev/dgr

Grandes extinções do passado estão ligadas ao aquecimento global


Grandes extinções do passado estão ligadas ao aquecimento global

PARIS (AFP) - O aquecimento global poderá provocar a sexta onda de extinção de espécies nos próximos séculos, adverte um estudo que estabelece um vínculo entre o aumento das temperaturas e os desaparecimentos em massa de animais nos últimos 500 milhões de anos.
Cada um dos cinco períodos precedentes de queda brusca na biodiversidade - incluindo o que provocou o desaparecimento de 95% das espécies - corresponde a um período de aquecimento global, destaca o estudo publicado pela revista britânica Proceedings of the Royal Society.
As altas de temperatura previstas para os próximos séculos são comparáveis às registradas nos picos do efeito estufa ocorridos no passado, destaca Peter Mayhew, principal autor do estudo, que prevê que "as extinções vão se multiplicar".
Segundo especialistas do painel da ONU sobre o clima, o aquecimento climático até o final do século será de entre 1,1°C e 6,4°C, em relação às temperaturas das últimas décadas do século XX.
Estudos precedentes permitiram estabelecer um modelo de mudança climática e encontrar as causas de certas extinções em massa, mas a correlação entre ambos ainda não havia sido estabelecida sistematicamente sobre um período muito longo.
O estudo divulgado hoje é baseado nos trabalhos de três cientistas da Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha, que calcularam a temperatura superficial dos oceanos a partir dos níveis de pH e oxigênio nos fósseis.
Determinaram assim as flutuações - ao longo de dezenas de milhões de anos - entre períodos "com efeito estufa" e períodos "glaciais".
Ao contrário do que poderia sugerir a abundância atual de fauna e flora nas regiões úmidas, a biodiversidade era maior durante os períodos frios.
O estudo não se concentra nas razões do aquecimento global - como a explosão de um vulcão gigante, impacto de um asteróide, ciclo natural ou atividade humana -, apenas em suas conseqüências.

domingo, 14 de outubro de 2007

Meu Planeta: Brasileiros entre os vencedores do Nobel da Paz

Meu Planeta: Brasileiros entre os vencedores do Nobel da Paz

Brasileiros entre os vencedores do Nobel da Paz

Internacional 13.10.2007 - 13:35
Brasileiros entre os vencedores do Nobel da Paz


Nove brasileiros fazem parte da equipe de cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas, que levou nessa sexta-feira o Prêmio Nobel da Paz junto com o ex-vice-presidente americano Al Gore.

Para o climatologista José Marengo, um dos cientistas brasileiros no painel, o prêmio ajudará a mostrar que os alarmes por conta do aquecimento global "não são parte de uma conspiração política, mas de uma realidade que temos que enfrentar agora."

Apesar dos nove brasileiros em seu quadro, a maior parte dos três mil cientistas do IPCC são americanos. O prêmio de US$ 1,5 milhão - 10 milhões de coroas suecas, o equivalente a R$ 2,8 milhões - será dividido entre os dois vencedores.

O Nobel da Paz anunciado ontem confirmou a importância que o meio ambiente ganhou para o mundo nos últimos anos. O alerta para a emergência global do tema veio do ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore e do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), vencedores do prêmio. O título já foi concedido pela ONU a ativistas de direitos humanos, pesquisadores e economistas, entre outros. O alarme soou também no Rio de Janeiro.

O prêmio de US$ 1,5 milhão (R$ 2,8 milhões) vai ser dividido entre Gore, que prometeu doar sua fatia, e o IPCC, que tem 2,5 mil cientistas. Eles bateram 181 concorrentes. "Estou profundamente honrado", disse o americano, ganhador do Oscar de melhor documentário este ano com "Uma verdade inconveniente", sobre mudanças climáticas.

Famoso por suas belezas naturais, o Rio se vê ameaçado por vários problemas ambientais, que só se agravam. Paisagens que inspiraram canções são hoje o reflexo do descaso com o tema. "Aqui o peixe que mais dá é o peixe-Carrefour", brincou o gerente de transporte Ettore Lopes, 32 anos, que pesca na Baía de Guanabara, referindo-se a sacos plásticos de supermercados.

Alvo de programa de despoluição, o PDBG, desde o início dos anos 90, a Baía enfrenta problemas de poluição por esgoto, despejo de óleo e lixo. "No ritmo que a obra anda, a despoluição completa levará uns 50 anos", calcula o superintendente do Ibama no Rio, Rogério Rocco. Segundo ele, os R$ 800 milhões previstos de gastos já passam de R$ 1 bilhão.

1,5 milhão sem esgoto - Diretamente ligado à poluição das águas do Rio, o saneamento básico ainda é um problema no estado. Mais de 1,5 milhão de fluminenses não são atendidos por rede de esgoto, segundo dados do IBGE. Mesmo quem já tem a rede coletora e mora em bairros nobres acaba despejando esgoto no mar, pois muitos condomínios de luxo da Barra ainda não foram conectados ao emissário.

O secretário estadual de Ambiente, Carlos Minc, aponta a favelização como um dos fatores responsáveis pela degradação do ecossistema: "ano que vem, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento, esperamos investir R$ 200 milhões só na Baixada". A verba será aplicada em obras de saneamento nas comunidades carentes da região.

Carros poluentes serão barrados em 2008 Apontado como um dos principais fatores poluentes do ar no Rio, a emissão de gases de veículos será controlada com rigor a partir de 2008. Se o motorista não for ecologicamente correto o suficiente para manter seu carro dentro dos níveis de emissão aceitáveis, o Detran-RJ fará esse papel. Veículos poluidores serão reprovados na vistoria anual. Hoje, a medição já é feita, mas só tem caráter informativo.

Para a secretária municipal de Meio Ambiente, Rosa Fernandes, a falta de opções de transporte coletivo menos poluente, como o metrô, é um agravante. Mas são as contribuições individuais que podem fazer a diferença.Além do despejo de lixo em locais impróprios, o vandalismo prejudica o programa de plantio de árvores na cidade. Cerca de 70% das mudas plantadas são destruídas propositalmente, segundo a secretaria. "Por isso aumentamos a quantidade de mudas", explicou Rosa. E projetos para conscientizar a população estão sendo desenvolvidos.

"A reciclagem já ajuda" - Os brasileiros que participaram dos relatórios do IPCC são de quatro instituições: Fiocruz, USP, Inpe e Coppe. Entre eles está uma carioca que coordenou o capítulo-chave, sugerindo mudanças nos transportes. Suzana Kahn Ribeiro, da Engenharia de Transportes da Coppe-UFRJ, espera que o Nobel ajude a diminuir não só emissões de carbono, mas também as dificuldades dos pesquisadores do país.

Como você recebeu a notícia de que o IPCC venceu o Nobel da paz?

Um colega ouviu no rádio e ligou brincando que ganhei 1/12 mil avos do Nobel da Paz, mas não sei detalhes da premiação.

Qual vai ser o impacto dessa vitória?

O Nobel e qualquer publicidade em torno da mudança climática, inclusive o filme do Al Gore, independente do mérito científico, são muito positivos. Isso força a população a pressionar os governos por mudanças nas políticas públicas.

Você acha que o prêmio pode atrair investimentos em pesquisas?

Pode gerar mais apoio da iniciativa privada e do governo para os cientistas. O trabalho para o IPCC, por exemplo, é voluntário. Encontramos dificuldades para fazer referências a países subdesenvolvidos: há pouca coisa publicada.

Em que consiste sua parte na pesquisa?

Coordenei capítulo sobre como diminuir o efeito dos transportes - um dos setores com maior emissão de gases estufa e muito dependente do petróleo - no aquecimento global.

O que se pode fazer individualmente para diminuir o aquecimento?

Qualquer coisa para reduzir o consumo, como reciclagem e diminuição no consumo de água, já ajuda.

(Terra, O Globo e O Dia Online)

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Contabilidade Ambiental

01/06/07 Contabilidade Ambiental

Devido ao grande processo de globalização, a preocupação mundial em torno do meio ambiente caminha para um consenso em torno da adesão a um novo estilo de desenvolvimento que deve combinar eficiência econômica com justiça social e prudência ecológica. A combinação desses elementos somente será possível se houver um esforço conjunto de todos, com objetivo de no futuro, atingir o bem-estar.
A contabilidade, como meio de informação das transações e eventos econômicos, passíveis de mensuração, realizados pelas empresas e entidades, não pode ficar à margem das discussões sobre os problemas ecológicos e a busca de meios para resolvê-los. Sendo assim, a contabilidade ambiental é o conjunto de informações divulgadas pela contabilidade que engloba os investimentos realizados, seja aquisição de bens permanentes de proteção a danos ecológicos, de despesas de manutenção ou correção de defeitos ambientais do exercício em curso, de obrigações contraídas em prol do meio ambiente, e até medidas físicas, quantitativas e qualitativas, empreendidas para sua recuperação e preservação.
Nesta visão, os contadores têm um papel fundamental, visto que também compete a estes profissionais incentivar as empresas a implementarem gestões ambientais que possam gerar dados apresentáveis contabilmente nos balanços sociais e ambientais, além de criar sistemas e métodos de mensuração dos elementos e de mostrar ao empresário as vantagens dessas ações, pois sabe-se que é imprescindível conservar o meio ambiente. As inovações trazidas pela Contabilidade Ambiental estão associadas à definição do custo ambiental, a forma de mensuração do passivo ambiental, a utilização intensiva de notas explicativas abrangentes e o uso de indicadores de desempenho ambiental, padronizados no processo de fornecimento de informações ao público. Junto a essas variáveis, ainda está inserido o respeito ao meio ambiente, cuja incidência econômica, sócio-jurídica e cultural estão fora de qualquer questionamento e cujo impacto deve ser reconhecido na Contabilidade. A Contabilidade não vai solucionar os problemas ambientais, porém face à sua capacidade de fornecer informações, pode alertar os vários agentes sócio-ambientais para a gravidade do problema vivenciado, ajudando desta forma, na busca de soluções e na tomada de decisões.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:ANDRADE, Eurídice Soares Mamede de. A Evidenciação dos Passivos Ambientais. Revista Pensar Contábil. Rio de Janeiro, n.º 09, p. 49-53, agosto-outubro de 2000.
BERGAMINI JÚNIOR, Sebastião. Contabilidade do Risco Ambiental. Disponível em <www.bndes.gov.br/conhecimento/rev1105.pdf> Acesso em 01/12/2005.
FERREIRA, Aracéli de Souza. Contabilidade Ambiental: Custos Ambientais – Uma Visão de Sistema de Informações. Trabalho apresentado no I Seminário de Contabilidade Ambiental, em Salvador – Bahia. Disponível em <http://www.wwiuma.org.br/contab_%3cfont%20color=#990000.htm> Acesso em 27 fev.2006.
KRAMER, M. E. P; TINOCO, J. E. P. Contabilidade e gestão ambiental. São Paulo: Atlas, 2004
LLENA, F. A Contabilidade Social. 2001. Disponível em http://www.5campus.com/
MARTINS, Guilherme de Oliveira. John Maynard Keynes. Diário Econômico. 07 set 2005. Disponível em http://www.diarioeconomico.com/. Acesso em 26 set 2005.
PAIVA, Paulo Roberto de. Contabilidade Ambiental. São Paulo: Atlas S.A, 2003
SÁ, A. L. Contabilidade e balanço social. Disponível em www.crcmg.org.br/cenesco/contbal.htm
TINOCO, J. E. P. Balanço Social: Uma abordagem da transparência e da responsabilidade pública das organizações. São Paulo: Editora Atlas S.A, 2001.